Como sair da crise e tirar uma empresa do vermelho?
Gestão Financeira

Como sair da crise e tirar uma empresa do vermelho?

Escrito por BCN Treinamentos

Como sair da crise e tirar a empresa do vermelho é a dúvida de muitos empresários, principalmente em períodos de instabilidade econômica como o que vivemos atualmente no Brasil.

Segundo pesquisas do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), é alto o índice de inadimplência entre as pessoas jurídicas. Só em janeiro deste ano o número de empresas com contas em atraso subiu 5,91% contra igual mês do ano anterior. Já em relação a dezembro, a alta foi de 7,44%.

Então, para que a sua empresa não seja mais uma inadimplente e não acabe fechando as portas, confira neste novo artigo algumas dicas para colocar as contas em dia, sair do vermelho e, de fato, conseguir a recuperação da empresa. 

Boa leitura!  

O que pode causar o endividamento de uma empresa?

Antes de descobrir como sair da crise é importante conhecer as principais causas que podem levar uma empresa ao endividamento. São elas:

1. Empréstimos bancários

Com certeza, esta é a maior causa de endividamento das empresas, independentemente do tamanho, pois muitos empresários pensam ser um bom negócio contrair empréstimos bancários para os mais diversos fins, seja para uma reforma, compra de novos equipamentos, investir em ações de marketing, etc. E ainda, é comum encontrarmos aqueles que, por inexperiência, confundem empréstimo bancário com capital de giro, causando sérios danos aos negócios.  o que pode causar danos irreparáveis.

A dívida bancária, quando não paga em dia, causa o efeito “bola de neve”. Ela, de forma rápida, por conta dos juros capitalizados, acaba adquirindo um alto valor, que pode acabar resultando em uma execução judicial com penhoras de bens móveis e imóveis. 

Assim, é muito importante que o gestor da empresa tenha conhecimentos mínimos sobre gestão financeira, esteja bem informado sobre os riscos desse negócio e faça um planejamento detalhado antes de contrair um empréstimo bancário. 

2. Reclamações trabalhistas

É comum, principalmente entre as pequenas e médias empresas, a contratação e demissão de funcionários sem que se tome os devidos cuidados com relação aos direitos trabalhistas. Assim, como consequência dessa atitude, a empresa acaba se tornando ré em diversos processos na Justiça do Trabalho. Por isso, é essencial contar com uma boa assessoria jurídica nessas horas, só um profissional experiente e capacitado poderá te auxiliar com segurança. 

No mais, com os pedidos trabalhistas, somam-se ainda as despesas e custas processuais, honorários periciais, honorários advocatícios, depósito recursal, multas previstas na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), e eventuais autuações de órgãos públicos, como Delegacia Regional do Trabalho, Ministério do Trabalho, INSS, Receita Federal etc.

Pode ocorrer ainda, em alguns casos, até mesmo a penhora de imóveis, veículos e bloqueio contas bancárias, inclusive dos sócios, prejudicando o pagamento de fornecedores, compras de produtos etc. 

3. Execuções fiscais

Sim, não é segredo que o Brasil possui uma das maiores cargas tributárias do mundo e que, se existe algo que funciona no país é a cobrança de tributos. Por isso, qualquer deslize em matéria tributária pode acabar virando um grande problema e tendo como consequência uma execução fiscal. 

A execução fiscal permite ao Poder Judiciário bloquear/penhorar todos os bens da empresa e dos sócios de maneira rápida e muito eficiente, já que o país dispõe de um sistema extremamente avançado de cobranças eletrônicas, como o BacenJud.

O empresário deve portanto, contratar um contador de confiança e altamente capacitado, bem como poder contar com a assessoria de um advogado especializado em tributos, para poder trabalhar com segurança e tranquilidade. Afina, uma execução fiscal pode acabar arruinando a empresa, bem como os seus sócios. 

A empresa está no vermelho: como sair da crise?

Para sair de vez do vermelho e ver colocar a saúde financeira da sua empresa em dia, é preciso seguir os seguintes passos: 

  • Faça um diagnóstico realista das finanças: entenda como está sua situação, pois só sabendo onde você realmente está é possível estabelecer onde você pode chegar. Portanto, não procrastine o controle financeiro. Analise seu fluxo de caixa e o comportamento de receitas e despesas, identifique por onde o dinheiro está escapando e, principalmente, admita seus erros de gestão.
  • Faça uma lista de todas as dívidas da empresa: não importa qual seja a dívida, seu tamanho ou credor, TODAS as dívidas devem ser listadas e classificadas por valor e de acordo com a taxa de juros. 
  • Renegocie as dívidas: depois de identificadas todas as dívidas, é hora de partir para a renegociação. Procure seus credores e peça mais tempo para saldar seus compromissos. Aqui, a recomendação é dar prioridade às dívidas em que incidem juros altos e não ter vergonha de expor todas a situação. 
  • Corte tudo que for possível: ao mesmo tempo que você renegocia as dívidas da empresa, corte todos os custos que forem possíveis, mesmo aqueles menores e que pareçam não fazer diferença. Vale a pena também procurar novos fornecedores que possam atender a empresa com valores menores, sem prejuízo da qualidade. 
  • Seja flexível: às vezes, mesmo tomando todas as medidas necessárias, o objetivo não é alcançado e a empresa não consegue sair da crise. Então, será preciso pensar um pouco além e avaliar outra opções, tais como: mudar o ramo do negócio, aceitar um novo sócio ou mesmo fechar a empresa. 
  • Tenha um bom planejamento: não importa o caminho que você escolheu, ele deve ser bem planejado. Tenha claro todos os passos que precisam ser dados, seus objetivos e o prazo para a concretização deles. 

 Conclusão

   O endividamento de uma empresa pode acontecer pelos mais diversos motivos, e tende a se agravar em momentos de crise e instabilidade econômica como o que estamos vivendo atualmente. Porém, antes de tomar uma atitude drástica, como o fechamento da empresa, é preciso avaliar com cuidado o contexto geral.

   No mais, independentemente de qualquer cenário, um empreendedor atualizado e capacitado pode atuar de formas estratégica e muito mais eficaz quando o assunto for recuperação de empresas. E, para que você não tenha dúvidas disso, confira 5 motivos para você fazer o curso de gestão estratégia de tesouraria  e aproveite também para conhecer nossos cursos nas áreas financeira, contábil e fiscal

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