Você sabe o que é Orçamento Base Zero (OBZ)?
Gestão Financeira

Você sabe o que é Orçamento Base Zero (OBZ)?

Escrito por BCN Treinamentos

A rotina empresarial e a necessidade de constante adaptação de tarefas, de modo a garantir a eficiência e o crescimento de um negócio, exigem dos profissionais que atuam na gestão e coordenação de setores, um esforço permanente em busca da melhor performance. Uma das metodologias que vêm sendo largamente utilizadas pelos empresários que buscam eficiência e a melhora dos resultados do negócio é o chamado Orçamento Base Zero (OBZ).

Neste artigo, que preparamos especialmente para você que atua como gestor financeiro de uma empresa, vamos compartilhar as principais informações a respeito do tema, começando pelo conceito de Orçamento Base Zero (OBZ), para, posteriormente, apresentar a sua utilidade e as vantagens na sua aplicação. Por fim, mostraremos como aplicar o OBZ na prática. Continue a leitura e descubra!

O que é Orçamento Base Zero OBZ

O Orçamento Base Zero é uma metodologia diferente da tradicional, já que projeta receitas, despesas e custos sem considerar os exercícios anteriores.

A ferramenta permite que os gestores financeiros tenham condições de organizar e controlar melhor os gastos que a empresa tem, eliminando a ocorrência de folgas no orçamento (que conhecemos também como “gorduras”) e criando condições para que o executivo tenha elementos mais concretos para avaliação das suas solicitações para o próximo período.

Sua principal diferença com relação ao orçamento tradicional é que o OBZ não  considera informações como a média de despesas dos últimos anos, orçando individualmente cada centro de custo. 

Durante o período de elaboração do orçamento, cada departamento é separado em um centro de custos e detalha os gastos previstos, reduzindo, dessa forma, a ocorrência de desperdícios ou investimento e foco de atividades que não tem aderência a atual estratégia da empresa. 

Isso garante que os gestores verifiquem e avaliem a ocorrência de excessos e a verdadeira necessidade de concretização de determinados gastos. Aliás, este é o principal objetivo do Orçamento Base Zero : reduzir custos, alocar recursos com base nos objetivos e metas  atuais do negócio e avaliar os gastos de forma meticulosa.

O Orçamento Base Zero parte de dois argumentos raízes: o primeiro é que um orçamento deve garantir a sobrevivência da empresa, mesmo em um cenário ruim; o segundo é que o total de gastos fixos deve estar próximo da margem de contribuição da empresa considerando o pior cenário possível.

Identificar gastos desnecessários e eliminar atividades prescindíveis garante melhor direcionamento e aproveitamento dos recursos, foco da empresa no que realmente agregará valor, desta forma, trazendo diversas vantagens para o negócio.

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Conceito de Limiar, Incrementos e Torre no Orçamento Base Zero

Três conceitos importantes para entender e colocar em prática o Orçamento Base Zero são:
  • Limiar: são os gastos mínimos que uma empresa ou departamento precisam incorrer para conseguir produzir, realizar as suas tarefas básicas e atender às exigências legais, considerando o pior cenário possível, ou o que chamamos de “cenário de sobrevivência”.
  • Incrementos: ·  São os gastos de determinadas atividades de um departamento. Diferente do Orçamento Tradicional que é orçado os gastos do centro de custo, o gestor fatia o departamento em atividades e valoriza todos os recursos necessários como a alocação de pessoas para desenvolvimento das rotinas e despesas como softwares e fornecedores.
  • Torre: ao utilizar o Orçamento Base Zero , é necessário criar uma Torre que classificará as atividades em ordem de prioridade, sempre tendo como foco os planos estabelecidos ou a atual estratégia da empresa. Quanto mais perto da base da torre, maior o a prioridade e aderência à estratégia.

Para que serve o OBZ?

O Orçamento Base Zero é uma metodologia estratégica aplicada pelas empresas de alta performance  no processo de elaboração do planejamento orçamentário no negócio.

Sua principal característica, como já foi citada, é a elaboração de uma projeção orçamentária com uma base zerada, ou seja, deixando de considerar receitas, despesas, custos e realizados em exercícios anteriores.

Com o OBZ em mãos, a empresa tem um plano financeiro estratégico que será utilizado como estimativa de entradas e saídas ao longo de um determinado período de tempo.

Vantagens do uso do orçamento OBZ

São muitas as vantagens na utilização do  OBZ. Entre elas, destacamos as principais:

  • possibilidade de um monitoramento de gastos mais próximo da realidade;
  • condições de avaliação dos fornecedores e de suas programações de entrega;
  • identificação da verdadeira necessidade de determinados recursos financeiros;
  • percepção mais clara a respeito das possíveis ameaças ao negócio;
  • possibilidade de adaptação a possíveis mudanças de mercado e que estão atreladas às questões externas.

O que faz com que o OBZ seja considerado uma metodologia especial e de alta performamnce é o fato de que ela traz uma necessidade de mudança de comportamento de todas as equipes envolvidas, já que elimina certos padrões de gastos incutidos na mente dos gestores.

Ao invés de trabalhar com uma mera comparação, é realizado um trabalho mais profundo, focado em um retorno eficiente, de baixo para cima.

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Como funciona na prática

A aplicação do Orçamento Base Zero exige dedicação, empenho e treinamento das equipes, já que a sua implantação não é simples e é preciso estar preparado para uma mudança de cultura.

Dessa forma, o processo de adoção do OBZ exige uma série de mudanças comportamentais, mas, antes de qualquer coisa, é preciso ter em mente que uma empresa que vai adotar o Orçamento Base Zero precisa ter um histórico completo de todos os seus custos, com uma estratégia detalhada e bem definida e metas divididas por setores orçamentários. 

Após esse mapeamento inicial, é possível seguir para os próximos passos:

1. Mobilização das equipes

Realizada por meio de treinamentos técnicos e comportamentais. Eles permitem preparar os profissionais e ajudá-los a entender a importância de cortar custos. Essa etapa inicial é muito importante para todo o processo.

2. Divisão da empresa em unidades orçamentárias

A empresa é dividida em grupos de orçamento, já que cada grupo segue uma lógica diferente de custos. Após essa divisão, é necessário fazer um levantamento do histórico dos custos de cada uma destas unidades.

3. Identificação da estratégia

Após os dois passos anteriores, é chegado o momento do desdobramento de estratégias e identificação da relação entre elas, as metas e o orçamento.

4. Análise das métricas das unidades

Avaliação individual dos resultados de cada unidade e das metas em curto, médio e longo prazo de cada uma delas.

5. Definição do custo mínimo

Após esses levantamentos, é chegado o momento de definir qual é o custo mínimo que a empresa precisa para manter suas atividades. É importante ter essa informação em mente, pois ela ajuda na elaboração do OBZ. Nessa etapa são eliminados todos os custos supérfluos. 

6. Classificação de despesas fixas de cada unidade

Divisão das despesas e classificação de cada uma delas. Nesse momento os gestores e coordenadores vão identificar, discutir e classificar as despesas e gerar dados importantes para o orçamento OBZ.

Como você pode ver, o processo é complexo e exige empenho e conhecimento por parte dos envolvidos. Por isso, o OBZ costuma ser feito somente em momentos de grandes mudanças como uma reestruturação da empresa. Isso significa que não é necessário adotar o OBZ no dia a dia, mas sim, como uma estratégia específica focada em um determinado momento.

Vale destacar que a elaboração desse tipo de orçamento demanda dedicação, tempo e um treinamento completo de todos os envolvidos. Dessa forma, a equipe estará preparada para mudar a cultura, estabelecendo uma rotina de trabalho e um planejamento focado em resultados reais.

O OBZ promove a motivação dos gestores em prol da melhora dos resultados e da rentabilidade do negócio. É uma excelente maneira de ajustar orçamentos e demonstrar o comprometimento dos gestores com o foco em um gasto mais eficiente.

Não é à toa que grandes empresas como a Ambev, Alcoa, Pão de Açúcar, Itau estão fazendo uso desta metodologia.

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