Você sabe como calcular estoque mínimo e estoque de segurança? O estoque mínimo e o estoque de segurança são conceitos diferentes, embora ambos estejam relacionados à gestão de estoques. O estoque mínimo se refere à quantidade mínima de produtos necessária para que a operação não pare por falta de itens. Ele é calculado levando em consideração o tempo médio de reposição e a demanda regular.
Já o estoque de segurança, por sua vez, é uma margem extra para cobrir imprevistos, como variações na demanda ou atrasos na reposição. Ele é calculado com base na análise da variabilidade da demanda e do tempo de reposição, funcionando como uma proteção contra flutuações inesperadas.
Portanto, enquanto o estoque mínimo serve para manter a operação fluindo sem interrupções, o estoque de segurança é uma medida preventiva para evitar rupturas quando ocorrerem situações imprevistas. Ambas as estratégias são essenciais, mas têm objetivos ligeiramente diferentes.
No entanto, o conceito de ambos é bastante simples e baseia-se na manutenção de uma quantidade mínima de itens armazenados, suficientes para cobrir a demanda até que o próximo reabastecimento seja efetivado. Logo, sua aplicação reduz o risco de ruptura de estoque e a consequente perda de receitas, além de facilitar o planejamento financeiro e operacional. Neste artigo falaremos mais sobre quais são os métodos para calcular estoque mínimo e estoque de segurança. Leia a seguir!
O estoque mínimo nada mais é do que a menor quantidade de produtos que a empresa deve manter em estoque para dar continuidade as operações até a reposição deste. Assim, o consumo médio diário e o tempo de reposição são os parâmetros centrais para determinar esse nível.
Quando o estoque chega nesse nível, isso significa que a reposição deve ser acionada. Esse volume garante o atendimento à demanda durante o período necessário para processamento do pedido e entrega por parte do fornecedor, evitando interrupções operacionais ou perda de oportunidades de venda.
O cálculo do estoque mínimo e do estoque de segurança é uma parte indispensável da gestão eficiente de estoque para evitar tanto a falta de produtos quanto o excesso de itens. Conheça os métodos mais comuns para calcular ambos:
1. Estoque Mínimo
O estoque mínimo é o nível mais baixo de produto que uma empresa pode ter sem correr o risco de ficar sem estoque. Ele é determinado com base no consumo diário do produto e no tempo necessário para o reabastecimento. O cálculo básico é:
Fórmula: Estoque mínimo = Consumo diário x Tempo de reposição
Exemplo: Se a média de consumo diário de um produto é 10 unidades e o tempo de reposição é de 5 dias, o estoque mínimo será:
Estoque mínimo = 10 x 5 = 50 unidades
2. Cálculo do Estoque de Segurança
O estoque de segurança é a quantidade extra de produtos mantidos para cobrir variações inesperadas na demanda ou no tempo de reposição. Esse estoque é crucial para evitar rupturas durante períodos de alta demanda ou atrasos no fornecimento.
Fórmula Básica:
Estoque de Segurança = Consumo Diário Médio x Variação de Lead Time
Onde Variação do Lead Time é uma estimativa da imprevisibilidade no tempo de reposição.
Exemplo: Suponha que o consumo diário médio seja 10 unidades, a variação do lead time seja de 3 dias e você queira um estoque de segurança de 30 unidades. O cálculo seria:
Estoque de Segurança = 10 x 3 = 30 unidades.
Resumo dos Cálculos
Esses dois cálculos são essenciais para que a empresa tenha produtos suficientes em estoque, minimizando o risco de rupturas e custos excessivos com armazenamento.
Um cálculo preciso requer um inventário atualizado e controle rigoroso de entradas e saídas. É recomendável considerar uma margem de segurança para lidar com imprevistos, como atrasos na entrega ou aumento inesperado na demanda. Por exemplo, adicionando 10% de margem de segurança ao estoque mínimo do exemplo anterior, o volume seria ajustado para 55 unidades (50+ 5).
Outro aspecto importante é considerar sazonalidades e eventos promocionais, que podem alterar significativamente o consumo médio. Para tanto, pode-se utilizar históricos de vendas em datas como Black Friday ou Natal pode aprimorar a precisão do planejamento.
Enquanto o estoque mínimo representa o limite inferior de segurança, o estoque máximo delimita a capacidade máxima de armazenamento, evitando custos adicionais com estocagem excessiva, desperdício por vencimento ou obsolescência.
Quando os produtos ficam indisponíveis isso acarreta perda de vendas e afetam negativamente o consumidor, o que pode levar à migração deles para seus concorrentes, prejudicando a imagem da empresa.
Além disso, operar dentro dos limites do estoque mínimo reduz custos de armazenagem e melhora a produtividade logística. No entanto, é necessário avaliar os impactos de reposições frequentes em termos de custos logísticos e negociação com fornecedores, que tendem a oferecer condições mais vantajosas para pedidos maiores.
O estoque mínimo é um recurso estratégico para planejar reposições com precisão. Essa prática minimiza ruptura de estoque, atende à demanda com eficiência e promove a satisfação e fidelização dos clientes. Além disso, contribui para uma melhor rotatividade dos produtos e otimiza a utilização de recursos financeiros.
Trabalhar com o estoque mínimo também reduz custos de armazenagem, já que envolve volumes menores de mercadorias. Isso melhora o controle dos produtos e a eficiência logística, enquanto minimiza perdas decorrentes de vencimentos ou danos, otimizando os recursos disponíveis.
Para aplicar o conceito de forma eficaz, é necessário um controle rigoroso das movimentações de estoque e da média de consumo diário. Um cálculo impreciso pode levar à interrupção de vendas e prejuízos.
Outro ponto chave aqui é fechar parcerias com fornecedores confiáveis, que cumpram prazos de entrega acordados. A adição de uma margem de segurança é também uma possível solução para lidar com atrasos inesperados.
Tenha em mente que operar com estoques reduzidos demanda reposições mais frequentes, eleva os custos logísticos e diminui o poder de negociação em compras de menores volumes. Por isso, é importante selecionar fornecedores que ofereçam boas condições para pedidos recorrentes, mesmo em menores quantidades.
Adotar práticas como estas permite que o estoque mínimo seja usado de forma inteligente, fortalecendo a gestão operacional e mantendo a empresa competitiva no mercado.
A gestão criteriosa do estoque mínimo exige monitoramento ininterrupto do consumo, fornecedores confiáveis e integração com uma margem de segurança adequada. Apesar de demandar reposições mais frequentes, essa prática, quando bem planejada, evita rupturas de estoque e otimiza o desempenho financeiro e logístico da empresa.
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